A entrada dos japoneses se deu por volta de 1966. Nessa época vieram 4 famílias: Pedro Sato, Dirceu Yoshiaki Etihataru, Kuro Horikawa e Rimpei Hara. No início, a agricultura se baseou nas horticulturas como o pimentão e jiló. Mas a dificuldade em atingir o mercado fez com que a partir de 1980 o principal produto passasse a ser a goiaba.
A cultura de goiaba ganhou destaque com o Sr. Pedro Sato, que trabalhou com a variedade Ogawa, da colônia de Santa Alice, e gerou em 1990 uma variedade um pouco menos doce, porém mais durável, consequentemente, de melhor aceitação no mercado. Em 1998 essa variedade foi reconhecida e recebeu o nome de Pedro Sato. Por esse feito, ele recebeu em 2006 o Prêmio Kiyoshi Yamamoto, dado anualmente aos nikkeis que contribuem para o desenvolvimento agrícola no Brasil. Recebeu também, nesse mesmo ano, o diploma de Honra ao Mérito da Secretaria de Agricultura do Rio de Janeiro.
Como personalidade de destaque temos também o Sr. Rimpei Hara, agricultor, que foi presidente da Renmei de 1985 a 1994. Foi presidente da Comissão de Comemoração dos 80 anos da Imigração Japonesa. Como parte das comemorações, foi realizada no Estádio de Remo da Lagoa a Exposição Agroindustrial da Comunidade Nipo-Brasileira do Estado do Rio Janeiro. Nessa exposição, o Sr. Pedro Sato ganhou o 1º Prêmio pela variedade de produtos apresentados, tais como pimentão, kinkan, abóbora, batata doce, cereais, urucum, e outros, num total de 24 variedades. Conquistou ainda outros 10 prêmios (até 3º lugar). Outros premiados foram: Sr. Hayashi com berinjela (3º lugar) e batata doce (1º lugar) e o Sr. Horikawa com pimentão (1º lugar).
Em 1974 foi fundada a Associação Nikkei de Tinguá, localizado a 70 Km da capital, no Distrito de Nova Iguaçu.
Em Tinguá, assim como aconteceu em muitas das colônias nikkeis no Brasil, a ida de jovens dekasseguis para o Japão afetou a disponibilidade de pessoal para cuidar das plantações, sobrecarregando os que aqui ficaram, a maioria idosos. Porém, a partir de 2008, devido a desaceleração da economia mundial e japonesa, e consequente diminuição de oportunidades de emprego aos dekasseguis, aconteceu um movimento contrário com muitos nisseis e sanseis retornando, e com o que conseguiram poupar fazendo crescer a atividade agrícola na região.
Em 2018, são 20 famílias participando das atividades em Tinguá.