Macaé foi a primeira colônia japonesa no Brasil, antes mesmo da chegada do navio Kasato Maru. O Sr. Kumabe chegou em 1907 na Fazenda Santo Antônio e recebeu lotes de terras do Governo Estadual para serem entregues a outras 500 famílias. O sonho não se realizou devido à falência da Companhia de Imigração Japonesa. No entanto, ele resistiu, acreditando que a implantação da colônia aconteceria um dia. Viveu com sua família, esposa e 5 filhos, da agricultura de subsistência de 1907 até 1911, quando teve que abandonar a fazenda Santo Antônio enfrentando problemas com isolamento, barreiras do idioma, cultura, alimentação, clima quente, pragas e doenças.
O Professor de História Marcelo Abreu, autor do livro Antes do Kasato Maru, esteve na fazenda e nas vizinhanças fazendo um levantamento da história. Foi quando encontrou uma espada japonesa (katana), em seu poder até hoje.
Em 1908, um mês antes do Kasato Maru, chega ao Rio de Janeiro o Sr. Yamagata Yuzaburo. Em 1911 muda-se para Macaé para ocupar e produzir em uma grande extensão de terra, a Fazenda Cachoeira, que passou a se chamar Fazenda Yamagata. Em 1921, naturalizou-se brasileiro e fundou a Escola de Produção Pesqueira em Cabo Frio com 6 barcos de pesca. Como precisa de sal para conservar os peixes, comprou a Salina Mossoró em São Pedro de Aldeia. Faleceu em 1924 e está sepultado no cemitério de Macaé. Ele era empreendedor em vários segmentos e seu lema era Sempre em Frente! não parar Nunca, mesmo caído.
Outro fato importante é Usina Hidrelétrica de Macabu, inteiramente construída por mão de obra japonesa e as turbinas da empresa Hitachi, em funcionamento até hoje.
O sensei de judô, Sr. Shiro Matsuda é uma pessoa importante na história de Macaé. Em 2016 foi indicado pela empresa Nissan para carregar a Tocha Olímpica na sua passagem por Macaé. Em 2018 foi condecorado com a Medalha Kasato Maru, pelos relevantes serviços prestados à comunidade Nipo-Brasileira no Estado do Rio de Janeiro. Chegou ao Brasil em 1960, inicialmente trabalhou na lavoura no interior de São Paulo e em 1966 mudou-se para Campo dos Goitacazes, para iniciar a atividade de judô no interior do Estado do Rio de Janeiro.
Em 2018, cerca de 20 famílias residem em Macaé.